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RN tem a menor letalidade por covid desde 2020; vacinação é a principal causa

TSE define tempo de propaganda eleitoral dos partidos

Ômicron deixa RN e outros 6 estados com ocupação de UTI acima de 80%

Foto: Ney Douglas

O avanço da variante Ômicron já causa uma explosão de casos e internações no Brasil. Números do Observatório Covid-19/Fiocruz atestam que em sete unidades da Federação a ocupação dos leitos de UTI Covid-19 ultrapassa 80%.

Para especialistas, o momento é de preocupação e de reavaliar as medidas de prevenção e de restrição de aglomeração.

Sobre a ocupação dos leitos de UTI destinados à doença, os números da Fiocruz mostram que o percentual está acima de 80% no Distrito Federal, Espírito Santo (80%), Goiás (82%), Mato Grosso do Sul (80%), Pernambuco (81%), Piauí (82%) e Rio Grande do Norte (83%).

Em São Paulo, é de 65% no estado e de 71% na capital (dados de ontem). No Rio, a situação é um pouco mais preocupante: 62% no estado, mas 96% na capital.

“Não é a mesma situação que tivemos há um ano. Hoje, o número total de leitos é muito menor que em agosto. Além disso, tenho muita fé na vacina, não acredito que vamos reviver o que já vivemos, com pessoas chegando aos hospitais sem respirar, praticamente mortas”, afirmou a pesquisadora Margareth Portela, do Observatório Covid-19/Fiocruz. “Mas não dá para menosprezar que existe um crescimento e que seguimos vivendo como se não houvesse uma pandemia; as pessoas estão tratando isso como se fosse uma ‘gripezinha’, e não é. Precisamos de novas medidas.”
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SRAG

Além disso, o novo Boletim Infogripe Fiocruz mostra que 25 das 27 unidades da Federação apresentam tendência de crescimento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) nas últimas seis semanas. Nas capitais, 23 das 27 apresentam igualmente sinal de crescimento.

“Certamente estamos vivendo uma explosão de casos da Ômicron, e isso já era mais ou menos esperado pelo que acompanhamos no restante do mundo. A variante é dos vírus mais infecciosos de que se tem notícia”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Guimarães, pesquisador da UFMG.

“Acho que o momento é de repensarmos algumas estratégias. Não acho que seja necessário um lockdown, mas não é possível seguir com o processo de abertura.”

Agora RN

Postado em 27 de janeiro de 2022

Saúde e Anvisa atualizam regras para doação de sangue durante pandemia

Foto: Davidyson Damasceno/Agência Brasília

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizaram as regras para doação de sangue em função da pandemia de covid-19. De acordo com nota técnica divulgada na terça-feira (25), quem foi infectado pelo vírus fica inapto para doação por dez dias após se recuperar da doença. Anteriormente, o prazo era de 30 dias.

O período de inaptidão de dez dias vale para quem apresentou sintomas de covid, incluindo casos leves e moderados. No caso de assintomáticos, o mesmo prazo deve ser observado, mas em relação a data de coleta do exame.

A nota também trata de pessoas que tiveram contato com indivíduos que testaram positivo. Nesse caso, a inaptidão é de sete dias após o último contato.

O ministério e a Anvisa orientam os hemocentros a seguirem medidas de proteção para evitar contaminação durante a pandemia. É recomendada a higienização de superfícies e dos instrumentos, uso de antissépticos, além da manutenção do distanciamento entre os doadores.

Portal da Tropical

Postado em 27 de janeiro de 2022

Brasil bate recorde de novos casos de Covid-19, com 137.103 em 24h; País registrou 351 óbitos

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta tarça-feira (18).

– O país registrou 351 óbitos nas últimas 24h, totalizando 621.517 mortes;

– Foram 137.103 novos casos de coronavírus registrados, no total 23.211.894;

O Brasil registrou um novo recorde de casos registrados em 24h. O recorde anterior era do dia 18 de setembro de 2021, com 124.878 casos.

Dessa forma, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias ficou em 183 e a média móvel de casos em 83.205

O ministério da Saúde calcula que mais de 21,7 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

Com informações de R7

Postado em 19 de janeiro de 2022

Variante Ômicron deixa 10 capitais em alerta crítico e intermediário

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nota técnica hoje (12) em que informa que um terço das unidades da federação e 10 capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico, segundo análise das taxas do dia 10 de janeiro em comparação com a série histórica e considerando a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). 

De acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, entre as capitais, Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) estão na zona de alerta crítico e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona de alerta intermediário.

Segundo a análise, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021, mas a fundação alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Entretanto a Fiocruz avalia que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021”.

De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado em 2 de agosto do ano passado, por exemplo, quando leitos começavam a ser retirados, mas ressalta que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da covid-19 pela Ômicron. Não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza”, disseram os pesquisadores.

Os pesquisadores alertam ainda que é importante também reorganizar a rede de serviços de saúde por conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da população.

Agência Brasil

Postado em 13 de janeiro de 2022

É dengue ou Covid (Ômicron)? Saiba diferenciar os sintomas

Febre, dores no corpo e indisposição. Esses são alguns dos sintomas mais comuns em doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, e que podem ser confundidos com os sinais de infecção da nova variante do coronavírus, a Ômicron.

O entregador Maciel Ferreira de São Carlos (SP) foi infectado pela dengue. Por desconhecer os sintomas da Covid-19, pensou que pudesse estar com a arbovirose. “Eu enchi de calombo, me deu desânimo, febre. Hoje eu sei que estava com dengue, porque logo depois eu tive Covid-19, e é diferente. Mas mesmo assim, na época, eu fiquei com medo de ser coronavírus. Quando cheguei no médico, ele descartou Covid-19 na hora, porque sabia que era dengue.”

“20% dos casos de dengue podem ocorrer com sintomas respiratórios. Então pode confundir bastante com Covid-19. A dengue começa com febre, dor do corpo, dor nas articulações, dor por trás dos olhos. Já a Ômicron, como hoje temos grande parcela da população vacinada, provavelmente terá sintomas gripais mais leves”, detalha a infectologista Ana Helena Germoglio.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, esclarece que os infectados pela Ômicron apresentam quadro clínico de Covid-19, “que nas pessoas vacinadas costuma ser mais leve, com febre baixa ou mesmo sem febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse seca, obstrução ou coriza.”

“Em todo caso, o correto é fazer os exames para ter a correta detecção e não ser pego de surpresa”, recomenda a infectologista Ana Helena Germoglio.

Segundo o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, os primeiros dias são os mais difíceis para se ter um diagnóstico preciso, pois os sintomas característicos de cada doença só devem aparecer após três ou quatro dias. Ele detalha os sintomas da dengue.

“Dengue, em geral, começa com febre alta, dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos, dor no corpo e um cansaço, uma indisposição muito grande. Eventualmente pode ter manchas na pele, pode  ter algumas dores articulares. Mas o mais importante em dengue é febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e indisposição.” 

Tanto para o tratamento da dengue, quanto para Covid-19, a infectologista Raquel Stucchi recomenda o uso de medicamentos para combater febre e demais sintomas.

“Nas duas doenças a gente faz uso de medicação comum para a febre. Na dengue é importante [fazer] uma hidratação oral muito vigorosa e ficar alerta para os sinais de alarme que são sinais de sangramento. Para a Covid-19, os sinais de alarme são principalmente a hipoxemia, que a gente controla através do oxímetro.”

Qual a diferença entre dengue, zika e chikungunya? Saiba mais sobre as doenças

Queda nos casos de dengue

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, houve uma queda considerável do número total de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021, quando foram notificados 947.192 e 543.647 casos, respectivamente.

No entanto, alguns estados registraram alta no período, como Acre (7.457 em 2020 e 14.733 em 2021); Amazonas (5.956 em 2020 e 8.553 em 2021); Pará (3.529 em 2020 e 4.893 em 2021); Amapá (60 em 2020 e 271 em 2021); Tocantins (1.897 em 2020 e 9.983 em 2021); Piauí (2.212 em 2020 e 3.553 em 2021); Ceará (24.039 em 2020 e 36.062 em 2021); Paraíba (6.676 em 2020 e 16.096 em 2021); Pernambuco (20.013 em 2020 e 39.143 em 2021); Alagoas (2.322 em 2020 e 7.361 em 2021); Espírito Santo (7.294 em 2020 e 8.263 em 2021); Santa Catarina (11.804 em 2020 e 19.988 em 2020) e Rio Grande do Sul (3.991 em 2020 e 10.498 em 2021).

 Casos (n) 2020Casos (n) 2021% VariaçãoIncidência (casos/100 mil hab.) 2020Incidência (casos/100 mil hab.) 2021
Norte233114078074,94128,21215,69
Rondônia39242220-43,43223,26122,30
Acre74571473397,57857,851624,59
Amazonas5956855343,60145,96200,30
Roraima488127-73,9884,6419,46
Pará3529489338,6541,4555,75
Amapá60271351,677,2330,88
Tocantins18979983426,25121,98621,08
Nordeste149442133832-10,45263,28232,07
Maranhão25611298-49,3236,4018,15
Piauí2212355360,6267,76108,02
Ceará240393606250,01264,87390,26
Rio Grande do Norte68734301-37,42197,56120,78
Paraíba667616096141,10167,05396,46
Pernambuco200133914395,59210,75404,59
Alagoas23227361217,0169,88218,73
Sergipe18441285-30,3180,9454,95
Bahia8290224733-70,17559,67165,05
Sudeste298899194959-34,77340,77217,51
Minas Gerais8179823396-71,40388,76109,27
Espírito Santo7294826313,28183,62201,12
Rio de Janeiro44312880-35,0025,8216,49
São Paulo205376160420-21,89450,99343,89
Sul27888267238-75,89937,29221,16
Paraná26308736752-86,032318,16316,90
Santa Catarina118041998869,33166,83272,37
Rio Grande do Sul399110498163,0435,2391,55
Centro-Oeste196658106838-45,671222,55639,47
Mato Grosso do Sul5200911209-78,451892,60394,80
Mato Grosso3481722149-36,381011,53620,90
Goiás6273257715-8,00906,38800,86
Distrito Federal4710015765-66,531583,35509,48
Brasil947192543647-42,60454,30254,85

(Boletim Epidemiológico SVS – Semanas epidemiológicas 1 a 52)

O sanitarista da Fiocruz, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a aparente queda de contágios em 2021.

“Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, uma vez que o ano anterior foi de números altos, essa não é boa comparação. Há motivos para preocupação sim, porque as medidas de controle não têm sido adotadas. Boa parte da campanha e da atividade de combate aos vetores foi interrompida ou foi muito diminuída desde que começou a pandemia [da Covid-19]”, alerta.

Acre e estados do Centro-Oeste estão com altíssima incidência de dengue, apontam dados do Ministério da Saúde

Casos de Ômicron no Brasil

Em nota, o Ministério da Saúde (MS) informa que, até esta quarta-feira (05), foram registrados 170 casos confirmados da Ômicron no Brasil, com 518 sob investigação.

Confirmados:

SP: 27

DF: 1

RS: 4

GO: 38

MG: 16

RJ: 3

SC: 38

ES: 1

CE: 40

RN: 2

Sob investigação:

DF: 25

RS: 47

MG: 114

RJ: 309

SC: 23

“Cabe ressaltar que a pasta continua em constante monitoramento do quadro epidemiológico da Covid-19. Logo nos primeiros indícios sobre a chegada da Ômicron ao país, a pasta montou uma sala de situação para monitorar o cenário e avaliar os riscos para a adoção das medidas necessárias. A pasta continua trabalhando para aumentar a cobertura vacinal, aplicar a dose de reforço na população, reforçar a vigilância laboratorial e minimizar a disseminação das variantes”, afirma o MS.

Prevenção às doenças

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, recomenda evitar qualquer tipo de água parada em pneus, vasos de plantas e outros recipientes que permitam a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“É importante lembrar de tapar os tonéis d’água, manter as calhas limpas, deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo, limpar semanalmente e encher os pratos de vaso de plantas com areia, manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos, com aplicação de telas, além de manter lonas para material de construção e piscinas sempre esticadas para não acumular água.”

Já a Ômicron apresenta uma maior transmissibilidade que as demais variantes do coronavírus. Segundo o infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, Hemerson Luz, mesmo pessoas assintomáticas podem passar o vírus umas para as outras. 

“Por isso, todas as medidas que evitem aglomerações e quebrar o distanciamento de segurança – além de utilizar máscara em locais fechados e higienizar as mãos constantemente – fazem parte da estratégia para enfrentar essa ameaça. A vacina é de suma importância e deve estar em dia”, orienta.



Fonte: Brasil 61

Postado em 7 de janeiro de 2022

Vacina contra nova cepa da influenza só chegará em março

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que as vacinas contra a nova cepa do vírus influenza A, H3N2, devem chegar no país em março. A declaração foi dada nesta 4ª feira (5.jan.2022), durante coletiva de imprensa sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19.

De acordo com Queiroga, o Ministério da Saúde está monitorando o impacto da variante Darwin, como tem sido chamada. Também estão sendo analisados os casos de “flurona”, quando há infecção por coronavírus e H3N2 ao mesmo tempo.

O secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, disse em seu perfil no Twitter que vários Estados vêm registrando casos da nova cepa. Ele também destacou que os cuidados com a saúde devem ser priorizados. “O uso de máscaras, a higienização das mãos ainda é sumariamente importante”, disse Cruz.

Poder 360

Postado em 6 de janeiro de 2022

Vacinas contra covid-19 para crianças chegam na segunda quinzena de janeiro

Foto: Getty Images

As vacinas contra a covid-19 para crianças de 5 e 11 anos de idade começarão a chegar ao Brasil na segunda quinzena de janeiro. A informação foi dada nesta segunda-feira (3) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Na segunda quinzena de janeiro, as vacinas [para crianças] começam a chegar e serão distribuídas como nós temos distribuído”, disse sem dar detalhes sobre quantidade.

Sobre entrega de doses pediátricas do imunizante da Pfizer, o laboratório informou que está definindo as etapas de fornecimento com o governo brasileiro. “A Pfizer está atuando junto ao governo para definir as etapas do fornecimento das vacinas contra a covid-19 para imunização da faixa etária de 5 a 11 anos, com estimativa de entregas a partir de janeiro de 2022”.

Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, há duas semanas, a aplicação da vacina da Pfizer para crianças. Diante do aval da Anvisa, o Ministério da Saúde decidiu incluir as crianças no Programa Nacional de Imunização e liberar a vacinação daquelas que apresentarem prescrição médica para isso.

A medida causou reação de governadores e pelo menos 20 estados, além do Distrito Federal, já adiantaram que não irão seguir a recomendação da pasta. Nessas unidades da federação, a vacinação deverá sem feita sem exigência de pedido médico. São estes, os estados: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Nesse público o imunizante já está sendo aplicado nos Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Chile, China e Colômbia. Segundo o ministro, o Brasil será “um dos primeiros países a distribuir a vacina para crianças que os pais desejem fazer”.

Consulta pública
Ontem (2) foi encerrada uma consulta pública aberta pelo Ministério sobre o assunto e amanhã haverá uma audiência pública com especialistas de diversas correntes sobre o assunto na sede da pasta, em Brasília.

A lista oficial de participantes ainda não foi divulgada pela pasta. Representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) participarão do debate. Na quarta (5) a pasta formalizará sua decisão sobre o assunto.

Questionado sobre o assunto, Queiroga ressaltou hoje que a medida não foi um “referendo” nem um “plebiscito”. “Nem é referendo, nem plebiscito. É uma consulta pública, seguida de uma audiência pública onde os especialistas das diversas correntes vão poder discutir para a sociedade tomar conhecimento. O objetivo disso, qual é? Oferecer aos pais as informações necessárias para que eles possam tomar as melhores decisões para os seus filhos”, explicou.

Supremo
A consulta pública para vacinação de crianças foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Na última sexta-feira (31), a ministra Cármen Lúcia deu um prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro e Queiroga prestem informações sobre a medida.

A confederação quer que o Supremo determine à União que a vacinação desse grupo passe a ser obrigatória, e que a faixa etária seja incluída com urgência no Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Postado em 3 de janeiro de 2022

H3N2: nova mutação do vírus Influenza causa surtos de gripe pelo Brasil

Movimentação de idosos no posto da 612 Sul para Vacinação contra Influenza

O vírus da gripe Influenza A H3N2 tem se espalhado rapidamente pelo Brasil e deixado vários estados em situação de alerta por conta do aumento no número de casos e mortes. 

Somente no Rio de Janeiro, já são 5 mortes causadas pelo subtipo H3N2 e mais de 20.000 casos confirmados em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pela Influenza, desde o início de novembro até 15 de dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio.

“Na realidade, o vírus Influenza já existe a milhares de anos. Ele foi responsável pela gripe espanhola, pela gripe aviária, pela gripe dos suínos. E agora está aparecendo uma nova variante [H3N2] que está provocando esse surto no Rio de Janeiro, e com certeza vai atingir o Brasil todo”, avalia o Dr. Carlos Machado, médico preventista. 

Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz, a variante H3N2 circula entre a população desde 1960, mas esse ano ela sofreu uma nova mutação na Austrália, que logo se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil. Também é conhecida como variante Darwin, em referência à cidade em que ela foi sequenciada.

Covid-19: Fiocruz lança cartilha com recomendações para diminuir a transmissão do vírus nas festas de fim de ano

Covid-19: menos de 60% da população de RR, AP, PA e MA tomaram as duas doses da vacina

No nordeste do país, o estado de Alagoas confirmou 21 casos e três mortes pelo vírus, mas ainda não foi identificado o subtipo que causou os óbitos. Já na Bahia, houve duas mortes pelo subtipo H3N2 e a Secretaria de Saúde do estado alerta para possível surto na capital Salvador. Em Pernambuco, o governo confirmou, no começo dessa semana, que já são 42 casos e uma morte por influenza A H3N2.

No Espírito Santo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), ao menos 74 pessoas ficaram doentes e duas morreram após infecção pelo vírus da influenza H3N2. No começo da semana, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná registrou a primeira morte relacionada à nova variante, além de 20 casos já confirmados.

Os estados de São Paulo, Pará, Amazonas, Rondônia e Goiás estão em alerta por conta da alta no número de casos, apesar de ainda não terem registrado óbitos relacionados ao subtipo H3N2. 

Quais os sintomas da Influenza H3N2?

Assim como ocorre com o coronavírus, o vírus H3N2 é facilmente transmitido de pessoa para pessoa, através de gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala. Segundo o Dr. Carlos Machado, os sintomas são semelhantes ao de uma síndrome gripal. “Os sintomas provocados são semelhantes a um quadro infeccioso viral. Então os mais comuns são febre, tosse seca, dor no corpo. Em crianças, pode dar dor de barriga e diarreia”, esclarece. 

O médico também afirma que os sintomas podem ser parecidos com os de Covid-19. Mas, no caso da influenza, eles são mais intensos nas primeiras 48 horas, enquanto que na Covid, eles aparecem a partir do 5º ou 6º dia. Mesmo assim, se houver dúvidas, é preciso fazer o teste para ter o diagnóstico preciso. 

A assistente administrativa Aline Gomes, de 25 anos, mora na Zona Portuária da capital Rio de Janeiro e contraiu o vírus no começo de dezembro. “Tive muita dor no corpo, febre, dor de cabeça, meu nariz ficou congestionado e muita coriza. Durou, mais ou menos, uns cinco dias, sendo que nos três primeiros dias foi muito forte, mas depois foi amenizando. A tosse ainda tá um pouco comigo”, conta. Ela acrescenta que, além dos remédios e muita água, o repouso foi essencial para sua recuperação. 

As prevenções para não contrair o vírus da Influenza são as mesmas que já estamos acostumados desde o começo da pandemia de Covid-19: usar máscaras, higienizar as mãos com frequência e evitar aglomerações.

Surto inesperado

Para o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz, há dois principais motivos, de acordo com o que se sabe até agora, para o surto acontecer nessa época: o isolamento social provocado pela pandemia e a baixa adesão à vacina da gripe.

“A partir do final de março de 2020, nós aderimos às medidas de prevenção contra a Covid-19 e isso se estendeu pelo ano todo, até a gente começar a flexibilizar e relaxar cada vez mais esse ano. Ou seja, voltar a se expor mais. Isso traz como consequência o fato de que a gente não teve nem a imunidade natural, por estarmos em isolamento, e nem a proteção da vacina”, ressalta. 

Como resultado disso, os surtos de gripe, historicamente mais comuns no outono e inverno, começaram, esse ano, no final da primavera e pode se estender pelo verão, intensificados pela nova mutação H3N2 oriunda da Austrália. 

Vacinação contra a gripe

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021, foram aplicadas cerca de 67 milhões de doses e distribuídas 80 milhões para todos os estados e Distrito Federal, dentro da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Contudo, o pesquisador destaca que a nova cepa H3N2 não é compatível com as cepas presentes na vacina da gripe.

“A vacina da gripe é composta por três vírus: uma cepa da Influenza A, que é H1N1; uma cepa da Influenza A, que é H3N2; e uma cepa do vírus da Influenza B. A escolha de qual cepa vai entrar na vacina é feita de acordo com o que aconteceu na temporada passada. No nosso hemisfério, é por volta de setembro que se bate o martelo para saber qual será a composição da vacina para o ano seguinte. Então, naquela época, essa variante do H3N2 não era a dominante, e não tinha indícios de que ela passaria a ser dominante agora”, explica.

Gomes acrescenta que esse não é um caso isolado, que é “da natureza da biologia” que o vírus da gripe mude de forma acelerada e que, mesmo que a vacina disponível não tenha uma proteção específica contra a nova cepa, é importante se vacinar para prevenir infecções causadas pelas demais cepas.  

O Instituto Butantan, maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, confirmou que já iniciou a preparação dos bancos virais para atualizar o imunizante contra a nova variante, e que as vacinas devem estar disponíveis para os brasileiros no começo de 2022.  

Fonte: Brasil 61

Postado em 23 de dezembro de 2021

Queiroga defende divulgação de nomes de técnicos da Anvisa que aprovaram vacina para crianças

Foto: Myke Sena/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, saiu em defesa do presidente da República, Jair Bolsonaro, mais uma vez, nesta segunda-feira (20/12), ao defender que os nomes dos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) envolvidos na aprovação da vacina contra a COVID-19 da Pfizer para crianças sejam divulgados.

A divulgação foi sugerida por Bolsonaro na última semana, ao pedir, extra-oficialmente, “o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de cinco anos”.

Em conversa com jornalistas, Queiroga afirmou que não há problema em ter publicidade dos atos já que esta é uma característica do serviço público. “O serviço público é caracterizado pela publicidade dos seus atos. Então, todos os técnicos que se manifestem em processos administrativos tem que ser publicizados os atos, a não ser aqueles atos que são mais restritos. Mas não há problema em ter publicidade dos atos da administração. Acredito que seja até um requisito da Constituição”, disse.

Em resposta ao pedido de Bolsonaro, servidores da agência participaram de uma ação da Associação dos Servidores da Anvisa (Univisa) em apoio à decisão de aprovar a vacinação de crianças de cinco a 11 anos.

Em um vídeo curto, eles respondem à pergunta “Querem saber o nome dos responsáveis pela aprovação da vacina?”. São quase dois minutos de uma seqüência de fotos dos próprios funcionários afirmando “Sou servidor da Anvisa. Eu aprovei a vacina!”

Desde antes mesmo da aprovação da vacina contra a COVID-19 para crianças, os servidores e diretores da Anvisa recebem ameaças de morte por e-mail em razão da possibilidade de liberação do imunizante para o público infantil. Nesta segunda (20), novas ameaças chegaram aos e-mails dos diretores do órgão.

Estado de Minas

Postado em 20 de dezembro de 2021

Sesap convoca 215 novos servidores da saúde

Foto: Divulgação / Sesap-RN

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte nomeou 215 profissionais de saúde para compor o quadro de servidores efetivos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A nomeação, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (18), mostra o compromisso do Governo do RN, na gestão da governadora e Professora Fátima Bezerra, com o fortalecimento da estrutura e ações de saúde no estado, especialmente, no combate à pandemia da Covid-19. 

Serão convocados: assistentes técnicos em saúde (30), Técnico em Enfermagem (03), Técnico em Biodiagnóstico (02), Técnico em Radiologia (02), Assistente Social (20), Enfermeiro (83), Farmacêutico (05), Farmacêutico Bioquímico (11), Fisioterapeuta (03), Médico (24), Nutricionista (23), Psicólogo (04), Fonoaudiólogo (01), Terapeuta Ocupacional (04). totalizando 215 profissionais de saúde que foram entrevistados no concurso público Edital nº 001/2018 – SEARH / SESAP e, agora, passarão a compor o quadro de servidores efetivos da Sesap. 

“A convocação dos profissionais do concurso de 2018 é mais uma conquista deste governo. A nomeação não só acolhe os ganha, que tanto nos perguntavam quando seriam convocados, como atende às necessidades da população; porque a saúde pública não é feita tão somente por equipamentos , é feito, exatamente, por pessoas. E esses profissionais chegarão ao somar, para dar suporte técnico e humano à população do Rio Grande do Norte que busca os serviços estaduais de saúde “, disse o secretário de Saúde Cipriano Maia.  

Cadastro e Documentação

Para assumir os cargos, os servidores nomeados precisam entrar no sistema SEI! através do link http://portalsei.rn.gov.br/ e na aba de acesso ao SEI, clicando para criar seu usuário externo e senha, na opção ” Clique aqui se você ainda não está cadastrado ”. Ou usando o link direto de https://sei.rn.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=usuario_externo_enviar_cadastro&acao_origem=usuario_externo_avisar_cadastro&id_orgao_acesso_externo=0 . 

Após a criação do usuário externo, o candidato nomeado deve enviar e-mail para sei.sesap@gmail.com informando nome e CPF com o título “LIBERAÇÃO CONCURSO SESAP”, para que seu usuário seja liberado. 

Em relação à documentação, os novos servidores necessários escanear os documentos e enviar o arquivo em PDF para o e-mail efetivossesaprn@gmail.com, com o assunto “ABERTURA DE PROCESSO DE NOMEAÇÃO” e informar na mensagem o (s) telefone (s) ) atualizado (s), para, após o processo ser aberto, ser avisado quanto à assinatura da posse e oferta lotação. 

É importante destacar que os servidores têm até 30 dias para tomar posse, após a data de publicação da nomeação.

Postado em 19 de dezembro de 2021